A miopia em adolescentes tem crescido de forma acelerada nos últimos anos e esse aumento não é apenas uma impressão de pais e professores. Estudos no mundo todo mostram que crianças e adolescentes estão ficando míopes cada vez mais cedo, especialmente após o período da pandemia. O excesso de tempo em frente às telas, a redução das atividades ao ar livre e o uso prolongado da visão de perto criaram um cenário preocupante, que vai muito além da necessidade de usar óculos. Entender o que está por trás desse fenômeno é fundamental para prevenir complicações futuras e proteger a saúde visual dessa geração.
O que é miopia e por que ela preocupa tanto na adolescência
A miopia é uma condição visual em que a pessoa enxerga bem de perto, mas tem dificuldade para ver de longe. Na prática, isso significa não conseguir ler a lousa da sala de aula com nitidez, identificar placas à distância ou reconhecer rostos quando estão mais afastados.
Do ponto de vista técnico, a imagem se forma antes da retina, e não exatamente sobre ela, o que gera essa visão borrada para longe. Mas, para pais e adolescentes, o mais importante é entender que miopia não é apenas “um grau no óculos”.
Por que a miopia chama tanta atenção na adolescência?
A adolescência é uma fase crítica porque o olho ainda está em desenvolvimento. Quando a miopia surge ou progride nesse período, ela tende a avançar mais rapidamente, principalmente se os fatores de risco continuam presentes, como excesso de telas e pouco tempo ao ar livre.
Além disso, quanto mais cedo a miopia aparece, maior é a chance de o adolescente desenvolver miopia moderada ou alta ao longo da vida. E é exatamente aí que mora a preocupação dos profissionais de saúde visual em todo o mundo.
Miopia não é só um problema de óculos
Durante muito tempo, a miopia foi tratada apenas como algo que se resolve com óculos ou lentes de contato. Hoje, a ciência já mostra que ela deve ser encarada como um problema de saúde pública, especialmente em crianças e adolescentes.
Isso acontece porque a miopia alta, que pode ser consequência de uma progressão não acompanhada, está associada a riscos importantes na vida adulta, como alterações na retina, glaucoma e outras doenças oculares que podem comprometer a visão de forma permanente.
Por isso, quando falamos de miopia em adolescentes, estamos falando de prevenção, acompanhamento e qualidade de vida a longo prazo, e não apenas de corrigir a visão no presente.
Por que a miopia cresceu tanto em crianças e adolescentes nos últimos anos
O aumento da miopia em adolescentes não aconteceu por acaso, nem pode ser explicado por um único fator. O que os estudos mostram é uma mudança profunda no estilo de vida das crianças e jovens nas últimas décadas, que se intensificou de forma abrupta a partir da pandemia.
Hoje, crianças passam muito mais tempo usando a visão de perto e muito menos tempo olhando para longe, em ambientes externos e com luz natural. Esse desequilíbrio tem impacto direto no desenvolvimento do sistema visual.
Mais atividades de perto e menos pausas visuais
Celular, tablet, computador e videogame se tornaram parte da rotina desde cedo. Além disso, mesmo atividades tradicionais como leitura e estudo passaram a ser feitas em distâncias cada vez menores, muitas vezes por horas seguidas, sem pausas.
Esse uso prolongado da visão de perto exige um esforço contínuo do sistema visual. Em olhos ainda em desenvolvimento, isso pode estimular o alongamento excessivo do globo ocular, mecanismo diretamente ligado ao surgimento e à progressão da miopia.
Menos tempo ao ar livre e menos luz natural
Outro fator decisivo é a redução drástica das atividades ao ar livre. Brincadeiras em parques, esportes e tempo fora de ambientes fechados foram sendo substituídos por telas, especialmente em áreas urbanas.
A ciência já demonstrou que a exposição à luz natural e o hábito de olhar para longe ajudam a regular o crescimento do olho. Quando esse estímulo desaparece da rotina, o risco de desenvolvimento da miopia aumenta de forma significativa.
A pandemia acelerou um problema que já existia
Durante a pandemia, esse cenário se intensificou:
- Ensino remoto prolongado
- Lazer quase exclusivamente em telas
- Confinamento dentro de casa
- Redução quase total das atividades externas
Estudos comparando períodos pré e pós-pandemia mostram que crianças e adolescentes não apenas passaram a desenvolver miopia com mais frequência, como também apresentaram progressão mais rápida do grau em quem já era míope.
Por isso, muitos especialistas passaram a usar o termo “epidemia de miopia” para descrever o que está acontecendo globalmente, com projeções preocupantes para as próximas décadas.
Dados que mostram o crescimento da miopia em jovens no Brasil e no mundo
Quando falamos em miopia em adolescentes, não estamos lidando com percepções isoladas ou casos pontuais. Os dados científicos são consistentes e mostram que esse crescimento é global, acelerado e preocupante, especialmente nas faixas etárias mais jovens.
Metade da população mundial míope até 2050
Projeções baseadas em grandes estudos populacionais indicam que, até 2050, cerca de 50% da população mundial poderá ser míope, segundo estimativas amplamente divulgadas por organizações internacionais de saúde e pela Organização Mundial da Saúde.
Isso significa que a miopia deixou de ser uma condição individual para se tornar um problema de saúde pública global, com impacto direto na qualidade de vida, nos sistemas de saúde e na economia.
Aumento expressivo entre crianças e adolescentes durante a pandemia
Na América do Sul, dados analisados durante o período da pandemia chamaram ainda mais atenção. Estudos citados em revisões científicas e divulgados por veículos médicos mostram um aumento em torno de 40% nos casos de miopia em crianças e jovens entre 5 e 18 anos, quando comparados ao período pré-pandêmico.
Esses números reforçam algo importante: o crescimento da miopia não foi gradual, ele foi acelerado em poucos anos, especialmente entre escolares.
O cenário no Brasil é igualmente preocupante
No Brasil, entidades médicas e levantamentos com profissionais da área visual apontaram um crescimento importante dos casos de miopia em crianças e adolescentes durante e após a pandemia.
Dados divulgados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia indicam que mais de 70% dos oftalmologistas relataram aumento significativo de atendimentos relacionados à miopia nesse período, associando diretamente esse fenômeno ao uso excessivo de telas, ao ensino remoto e à redução das atividades ao ar livre.
Um padrão que se repete em diferentes países
O mais relevante desses dados é que eles se repetem em diferentes regiões do mundo, com culturas, sistemas educacionais e rotinas distintas. Isso fortalece a evidência de que o problema está ligado a mudanças ambientais e comportamentais, e não apenas a fatores genéticos.
Em outras palavras, crianças e adolescentes estão crescendo em um ambiente visual completamente diferente do que existia há 20 ou 30 anos, e o sistema visual ainda não se adaptou a esse ritmo.
O papel da pandemia no aumento da miopia em crianças e adolescentes
A pandemia de COVID-19 funcionou como um acelerador de um problema que já vinha se formando. Antes mesmo de 2020, o crescimento da miopia em adolescentes já era observado, mas o período de confinamento criou as condições ideais para que esse avanço ocorresse de forma muito mais rápida.
Confinamento, ensino remoto e mudança brusca de rotina
Durante meses, crianças e adolescentes passaram a ter:
- Aulas exclusivamente on-line
- Atividades escolares e extracurriculares concentradas em telas
- Lazer também mediado por celulares, tablets e videogames
- Pouco ou nenhum tempo ao ar livre
Essa mudança foi repentina e prolongada, exatamente em uma fase da vida em que o sistema visual ainda está em desenvolvimento e é altamente sensível ao ambiente.
O que os estudos observaram nas crianças mais novas
Pesquisas que compararam períodos pré-pandemia e durante a pandemia mostraram dados impressionantes. Em crianças entre 6 e 8 anos, a prevalência de miopia chegou a ser até três vezes maior em 2020 quando comparada aos anos de 2015 a 2019.
Isso indica que não se tratou apenas de progressão em quem já era míope, mas também do surgimento precoce da miopia em crianças que, em condições normais, talvez não desenvolvessem o problema tão cedo.
Progressão mais rápida do grau em quem já tinha miopia
Outro dado relevante é que, entre 2020 e 2021, estudos apontaram que cerca de 60% das crianças e adolescentes míopes apresentaram aumento do grau nesse curto intervalo de tempo.
Esse tipo de progressão acelerada é preocupante porque aumenta o risco de atingir graus mais elevados ainda na juventude, o que pode trazer consequências importantes para a saúde ocular no futuro.
Menos luz natural, mais esforço visual de perto
Do ponto de vista fisiológico, a pandemia reuniu dois fatores críticos:
- Excesso de uso da visão de perto, sem pausas adequadas
- Redução drástica da exposição à luz natural, que tem papel protetor no desenvolvimento ocular
A combinação desses elementos cria um ambiente altamente favorável à chamada miopização, termo usado para descrever o alongamento excessivo do olho, base estrutural da miopia.
Tempo de tela e uso de perto: como eles aumentam o risco de miopia
O tempo excessivo de tela é hoje um dos fatores mais fortemente associados ao aumento da miopia em adolescentes. E não se trata apenas de “ficar muito no celular”, mas de como a visão é usada por longos períodos, em distâncias curtas e quase sempre sem pausas.
Cada hora a mais de tela aumenta o risco
Estudos recentes mostraram que cada hora adicional de uso de telas por dia pode aumentar em torno de 21% o risco de desenvolver miopia. Quando esse tempo chega a quatro horas diárias, o risco praticamente dobra, especialmente em crianças e adolescentes.
Esse dado ajuda a explicar por que a miopia avançou tão rapidamente nos últimos anos, já que a maioria dos jovens ultrapassa facilmente esse tempo entre aulas, tarefas escolares e lazer digital.
O que é “uso de perto prolongado” e por que ele é um problema
Uso de perto prolongado não se refere apenas às telas. Ele inclui:
- Celular, tablet e computador
- Leitura em distância muito curta
- Atividades feitas por longos períodos sem pausa visual
Quando o olho permanece focado muito tempo em uma distância curta, ocorre um estímulo constante de acomodação visual. Em olhos em desenvolvimento, esse esforço contínuo favorece o alongamento do globo ocular, mecanismo diretamente relacionado ao aparecimento e à progressão da miopia.
Distância e postura também fazem diferença
Além do tempo, a distância e a postura influenciam muito:
- Uso do celular muito próximo ao rosto
- Leitura deitado ou com o material muito perto dos olhos
- Tela abaixo da linha dos olhos, exigindo esforço adicional
Esses hábitos aumentam ainda mais a demanda visual e aceleram o processo de miopização, principalmente quando fazem parte da rotina diária.
Limites de tela recomendados x realidade
As recomendações de sociedades médicas costumam indicar limites diários aproximados:
- Crianças de 2 a 5 anos: até 1 hora por dia
- Crianças de 6 a 10 anos: até 2 horas por dia
- Adolescentes (11 a 18 anos): uso moderado, com pausas frequentes
Na prática, muitos adolescentes passam bem mais tempo do que isso, o que reforça a importância de orientar, organizar rotinas e introduzir pausas visuais de forma consciente.
Por que menos tempo ao ar livre favorece o avanço da miopia
A redução do tempo ao ar livre é hoje um dos fatores mais consistentes associados ao aumento da miopia em adolescentes. Diversos estudos mostram que crianças que passam menos tempo fora de ambientes fechados apresentam maior risco de desenvolver miopia e também maior chance de progressão do grau ao longo dos anos escolares.
O que os estudos mostram sobre atividades ao ar livre
Pesquisas observacionais e revisões científicas com escolares de diferentes países encontraram um padrão claro:
crianças que passam menos tempo ao ar livre tendem a desenvolver miopia com mais frequência do que aquelas que mantêm uma rotina diária de atividades externas.
Meta-análises apontam que cerca de duas horas por dia ao ar livre já têm efeito protetor, reduzindo tanto o risco de surgimento da miopia quanto a velocidade de progressão em crianças e adolescentes.
Por que a luz natural é tão importante para os olhos
O benefício das atividades externas não está ligado apenas ao fato de “olhar para longe”. A luz natural exerce um papel fisiológico importante no desenvolvimento ocular.
Entre os mecanismos mais estudados estão:
- Estímulo à liberação de dopamina na retina, substância que ajuda a regular o crescimento do olho
- Maior variação de foco visual, com menos esforço contínuo da visão de perto
- Redução do tempo de acomodação constante, comum em atividades internas e em telas
Ambientes fechados, mesmo bem iluminados, não reproduzem a intensidade e o espectro da luz solar, o que ajuda a explicar por que apenas “ficar em casa sem tela” não tem o mesmo efeito protetor.
O impacto da pandemia nesse fator específico
Durante a pandemia, o tempo ao ar livre caiu drasticamente:
- Aulas presenciais suspensas
- Parques e áreas externas fechados
- Restrição de circulação
- Rotina concentrada dentro de casa
Esse afastamento prolongado da luz natural coincidiu com o período em que diversos estudos observaram aumento expressivo da incidência de miopia, especialmente em crianças mais novas, reforçando o papel protetor das atividades externas no desenvolvimento visual.
Atividade ao ar livre não precisa ser esporte competitivo
É importante destacar que o efeito protetor não depende de atividades esportivas intensas. Caminhar, brincar, andar de bicicleta ou simplesmente permanecer em ambientes externos durante o dia já contribui de forma positiva para a saúde visual.
Criar o hábito diário de sair de ambientes fechados é uma das estratégias mais simples e eficazes quando se fala em prevenção da miopia em crianças e adolescentes.
Quais são os riscos da miopia alta na vida adulta
Quando a miopia em adolescentes progride de forma rápida e sem acompanhamento adequado, há uma chance maior de que esse jovem se torne um adulto com miopia alta. E é nesse ponto que a miopia deixa de ser apenas uma condição refracional e passa a representar riscos reais para a saúde ocular ao longo da vida.
O que é considerada miopia alta
De forma geral, fala-se em miopia alta quando o grau ultrapassa aproximadamente -6,00 dioptrias. Nesses casos, o olho costuma ser mais alongado do que o normal, o que torna diversas estruturas oculares mais vulneráveis.
Quanto mais cedo a miopia começa, maior é a probabilidade de atingir graus elevados na vida adulta.
Principais complicações associadas à miopia alta
A miopia alta está associada a um risco aumentado de várias doenças oculares, entre elas:
- Descolamento de retina, devido ao estiramento da retina em olhos muito alongados
- Degeneração macular miópica, que pode comprometer a visão central
- Glaucoma, com maior dificuldade de diagnóstico precoce em olhos míopes
- Catarata precoce, surgindo em idades mais jovens do que o esperado
Essas condições podem levar a perda visual significativa se não forem identificadas e acompanhadas adequadamente.
O impacto em saúde pública nas próximas décadas
As projeções globais indicam não apenas aumento da miopia, mas também crescimento expressivo dos casos de miopia alta. Estimativas apontam que, no Brasil, o número de pessoas com miopia alta pode quase dobrar entre 2020 e 2040, passando de cerca de 6,6 milhões para mais de 12 milhões de indivíduos.
Esse cenário preocupa porque a miopia alta está entre as principais causas de deficiência visual evitável em adultos, reforçando a importância de prevenção e acompanhamento desde a infância e adolescência.
Por que agir cedo faz tanta diferença
A boa notícia é que a progressão da miopia não é inevitável. Medidas adotadas ainda na infância e adolescência, como mudanças de hábitos visuais e acompanhamento regular, podem reduzir significativamente o risco de atingir graus elevados no futuro.
Por isso, discutir miopia em adolescentes é, na prática, uma forma de proteger a visão na vida adulta.
O que pais e adolescentes podem fazer hoje para reduzir o risco e a progressão da miopia
Diante do crescimento da miopia em adolescentes, a boa notícia é que existem medidas simples, práticas e baseadas em evidências científicas que podem ser aplicadas no dia a dia para reduzir o risco de surgimento da miopia e desacelerar sua progressão.
Essas orientações não substituem o acompanhamento profissional, mas fazem grande diferença quando incorporadas de forma consistente à rotina.
Aumentar o tempo ao ar livre todos os dias
Sempre que possível, crianças e adolescentes devem passar mais tempo fora de ambientes fechados, especialmente durante o dia. Estudos indicam que cerca de duas horas diárias de atividades ao ar livre já exercem um efeito protetor importante sobre o desenvolvimento visual.
Não é necessário praticar esportes intensos. Caminhar, brincar, passear ou realizar atividades externas simples já contribuem para esse benefício.
Reduzir o tempo contínuo de telas e fazer pausas visuais
O problema não é apenas usar telas, mas usar por longos períodos sem pausa. Uma estratégia amplamente recomendada é a regra 20-20-20:
- A cada 20 minutos de uso de perto
- Olhar por 20 segundos
- Para algo a pelo menos 6 metros de distância
Essa pausa ajuda a relaxar o sistema visual e reduz o esforço contínuo da acomodação.
Manter distância adequada em atividades de perto
Alguns cuidados simples fazem diferença:
- Manter livros, cadernos e celulares a cerca de 35 a 40 cm dos olhos
- Evitar usar celular ou tablet muito próximo ao rosto
- Evitar leitura ou uso de telas deitado
- Preferir ambientes bem iluminados, de preferência com luz natural
Esses hábitos reduzem a sobrecarga visual e o estímulo constante que favorece a progressão da miopia.
Realizar exames visuais regulares, mesmo sem queixas
Muitos adolescentes não percebem que estão enxergando mal, especialmente quando a miopia se instala de forma gradual. Por isso, avaliações visuais periódicas são fundamentais, mesmo na ausência de sintomas aparentes.
A identificação precoce permite orientar hábitos, acompanhar a evolução do grau e discutir estratégias adequadas para cada fase do desenvolvimento visual.
Opções que podem ser discutidas com o profissional de saúde visual
Em alguns casos, especialmente quando há progressão mais rápida, o profissional pode discutir opções específicas para controle da miopia, como:
- Lentes de contato com desenho específico para controle de progressão
- Ortoqueratologia (orto-K)
- Uso de atropina em baixa dosagem, quando indicado
Essas abordagens devem sempre ser avaliadas de forma individualizada, considerando idade, estilo de vida e características visuais do adolescente.
O cuidado com a miopia na adolescência começa com informação e acompanhamento
O crescimento da miopia em adolescentes é um fenômeno global, intensificado por mudanças no estilo de vida, pelo uso excessivo de telas e pela redução do tempo ao ar livre, especialmente após a pandemia. Embora o cenário seja preocupante, ele também mostra que há espaço para prevenção e intervenção precoce.
Orientar hábitos visuais saudáveis, incentivar atividades externas e garantir avaliações regulares são passos fundamentais para proteger a visão agora e no futuro.
Se você é pai, mãe ou adolescente e quer entender melhor como está a saúde visual ou acompanhar a progressão da miopia, vale buscar uma avaliação optométrica funcional completa.
Para agendar, é só entrar em contato pelo WhatsApp e esclarecer suas dúvidas. Vai ser um prazer orientar você.
Referencial
BBC News Brasil. Crescimento global da miopia e projeções para 2050.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c33vzkknmmno
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Disponível em: https://oftalmocenter.med.br/informacao/o-aumento-da-miopia-em-criancas-e-adolescentes-e-estrategias-para-reduzir-sua-progressao
e-Oftalmo (Conselho Brasileiro de Oftalmologia).
Pode o confinamento domiciliar prolongado durante a pandemia da COVID-19 aumentar a prevalência de miopia em crianças?
Disponível em: http://eoftalmo.org.br/details/188/pt-BR/pode-o-confinamento-domiciliar-prolongado-durante-a-pandemia-da-covid-19-aumentar-a-pre
Revista ABM (citando The Lancet).
Miopia cresceu cerca de 40% entre jovens de 5 a 18 anos durante a pandemia na América do Sul.
Disponível em: https://revistaabm.com.br/artigos/miopia-cresceu-40-entre-jovens-de-5-a-18-anos-durante-a-pandemia
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Disponível em: https://hospitalsaocamilosp.org.br/excesso-de-telas-dispara-casos-de-miopia-entre-jovens-no-brasil/
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Revisão sobre tempo de tela e desenvolvimento de miopia em crianças.
Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/22041
SciELO – Revista Brasileira de Oftalmologia.
Atividades ao ar livre, pandemia e impacto na miopia em crianças e adolescentes.
Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbof/a/d9TpTZCD6jbVhCHzqsVFYWd/?lang=pt
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Casos de miopia em crianças crescem durante a pandemia.
Disponível em: https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/hospital-pequeno-principe/pequeno-principe-um-hospital-completo/noticia/2021/07/23/casos-de-miopia-em-criancas-crescem-durante-a-pandemia.ghtml
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Pandemia de miopia: aumento de casos entre crianças preocupa especialistas.
Disponível em: https://bos.org.br/pandemia-de-miopia-aumento-de-casos-entre-criancas-preocupa-especialistas-veja-dicas-de-como-evitar-o-problem
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Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/uso-excessivo-de-telas-na-infancia-tem-contribuido-para-aumentar-casos-de-miopia-em-criancas/
Associação Paulista de Medicina (APM).
Geração Z enfrenta epidemia de miopia devido à falta de luz solar e excesso de smartphones.
Disponível em: https://www.apm.org.br/geracao-z-enfrenta-epidemia-de-cegueira-devido-a-falta-de-luz-solar-e-excesso-de-smartphone/